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Arts&Culture#15 - Wild Beast

quarta-feira, julho 27, 2016
PT    
Estou de volta :-) E esta última sexta-feira fui ver o concerto do "The Legendary Tigerman" no mercado de Carcavelos. Este e outros concertos fazem parte de uma iniciativa da Câmara de Cascais para promover espectáculos de música de uma forma descontraída e gratuita. 

Além do cariz informativo deste post, relativamente a mais eventos deste género, não posso deixar de dizer que este concerto foi simplesmente divinal!!!! Goste-se ou não do género musical que este artista toca e transpira pelos poros (rock & roll, blues) é impossível ficar-se indiferente ao nível e qualidade deste senhor.

É um verdadeiro "bicho de palco"...

Que actuação de primeiro nível!

Com uma plateia bastante eclética e de ambiente familiar garanto que a minha opinião é partilhada por todos os que lá estiveram. É engraçado ver uma geração de pais a vibrar com esta sonoridade e os filhos a acompanhá-los no gosto. Foi uma noite bem estruturada (tendo em conta o lugar em questão), com alguns dos seus temas mais conhecidos, temas de todos os seus albuns a solo, duetos "virtuais" e um bom crescendo do concerto, acabando com um encore (muito bem escolhido) que bem podia ter sido maior.

"The Legendary Tigerman" de seu nome Paulo Furtado, lançou o seu primeiro álbum de originais, em 2002. Seguiram-se mais quatro até 2014 (fora outros tantos álbuns de concertos ao vivo, álbuns em parceria e bandas sonoras). O seu caminho tem sido evolutivo, mantendo sempre a sua personalidade, revelador do grande artista que é e promissor de um futuro auspicioso. Este ano esperamos um novo álbum...

Sensação no fim: " Já?!!! Ohhh... Que pena que acabou."

Este concerto, infelizmente, não tem repetição mas a Câmara de Cascais tem festivais de música durante o verão inteiro. Também por outras cidades do nosso país existem feiras e ciclos de música gratuitos.

Apresento uma lista de eventos com sugestões para todos os gostos e sempre de ENTRADA LIVRE.

Ficam aqui as propostas:
- Festas do Mar, (Cascais) de 18 a 28 de Agosto. Consulte a programação aqui.

- Out Jazz,(Lisboa e Cascais) Sábados e Domingos de 7 de Maio a 18 de Setembro. Consulte a programação aqui.
- Porto Sunday Sessions, 3 de Julho a 25 de Setembro. Consulte a programação aqui.
- Festival Mêda + 2016 (Vila Real), 28 a 30 de Julho. Consulte a programação aqui.

- Festas da Cidade e Gualterianas (Guimarães), de 5 a 8 de Agosto. Consulte a programação aqui.

Aproveite o verão e as férias para descansar e recarregar baterias ao som de música.
Até para a semana.

Susana

Arts&Culture#14 - Aniversário Fundação Calouste Gulbenkian

terça-feira, junho 21, 2016


1956 foi o ano de criação da Fundação Calouste Gulbenkian. Criada com o intuito de fomentar o conhecimento e melhorar a qualidade de vida das pessoas, a Fundação nasceu em resultado de um desejo em testamento de Calouste Sarkis Gulbenkian.

Era sua vontade que todo o seu espólio de arte, bastante vasto e eclético, assim como parte da sua herança, fossem usados com fins caritativos, artísticos, científicos e educativos. Queria que fosse criada uma fundação, com o seu nome, e elegeu Portugal para a sua fixação.

Calouste era de origem arménia, mais tarde naturalizou-se britânico e passou os últimos 13 anos da sua vida em Portugal. Por motivos de saúde, permaneceu aqui até ao fim dos seus dias e por Portugal viver uma situação de paz durante o conflito da Grande Guerra. Agradeceu, postumamente, o acolhimento e escolheu o nosso país para a implementação da sua fundação por saber que aqui seria respeitada, escrupulosamente, a sua vontade.  Assim foi.

Desde então a Fundação impôs-se como uma estrutura de alta qualidade que promove, incentiva, apoia (directa e indirectamente) e divulga aqueles que são os pilares dos seus objectivos: Artes, Ciência, Beneficência e Educação.

Nesta quinta-feira, dia 23 de Junho, para comemorar os seus 60 anos de existência, a Fundação apresenta uma programação especial no Jardim Gulbenkian.


Este maravilhoso espaço de 9 hectares foi desenhado por António Viana Barreto e Gonçalo Ribeiro Telles nos anos 60. Organiza-se em diferentes ambiências, com jogos de luz e sombra e possui uma flora diversificada, um lago, riachos, terraços ajardinados, trilhos e um anfiteatro ao ar livre. Em 2010, o edifício-sede e o parque foram classificados como Património Nacional.

Merecem uma visita atenta por si só, mas a programação do Jardim de Verão leva-nos a explorar os vários espaços e recantos acompanhados de pequenos concertos, cinema, sessões de leitura, dança, workshops, etc. Consulte a programação detalhada aqui.

Destaque para o dia 20 de Julho onde a partir das 18h30, no anfiteatro ao ar livre, será entregue o Prémio Calouste Gulbenkian 2016, seguindo-se um concerto da Orquestra Gulbenkian e Mário Laginha com o maestro Pedro Neves. A entrada é livre.

Claramente, uma visita obrigatória! Parabéns Fundação Calouste Gulbenkian.

A minha não referência ao saudoso Ballet Gulbenkian foi propositada. Como podem calcular, tendo em conta a minha formação e vivência, ele merece um post exclusivo.

Está para breve. Até para a semana.

Susana

Arts&Culture#13 - Escola Dança de Lisboa, Colóquios&audições

sexta-feira, junho 03, 2016





A Escola de Dança de Lisboa (E.D.L.) do Conservatório Nacional tem vindo a promover alguns encontros direccionados a pais e estudantes de dança, mas abertos ao público em geral. Estes encontros são resultado de uma parceria entre a E.D.L. e a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola de Dança do Conservatório Nacional (APEEEDCN) e têm o intuito de abordar questões pertinentes a quem frequenta aquela escola ou outras escolas de dança.

O colóquio a que assisti abordava o tema "Desafios do crescimento na formação do bailarino: Corpo, Mente, Acção e Vocação".

À primeira vista, pode parecer algo extremamente denso e pouco interessante para quem não tem filhos no ensino vocacional de dança, mas garanto que não é o caso. O debate foi bastante elucidativo, levantou questões muito pertinentes, transversais a todas as áreas vocacionais e idades. O colóquio tinha como oradores João Paulo Moita (Fisioterapeuta residente da E.D.L.), Maria Joaquina Saúde (Psicológica residente da E.D.L.), Barbora Hurskova (Bailarina Principal da C.N.B.) e Vasco Wellenkamp (Coreógrafo).

O primeiro orador abordou o desenvolvimento motor e a problemática da especialização precoce; o segundo, falou sobre a sensível etapa da decisão sobre a orientação vocacional e toda a sua repercussão, em termos psicológicos, para o jovem e família. Os terceiros e quartos oradores presentearam-nos com as suas descrições, fascinantes, de quem já passou por todas estas etapas e tem muito para partilhar. Duas versões pessoais, motivantes e emocionais. O colóquio teve ainda duas pequenas apresentações por parte dos alunos da E.D.L..

A sala estava muito bem composta e do público faziam parte não só alunos e pais da escola, mas também professores externos e "outsiders" interessados, como eu. Algo que vejo como muito positivo é a abertura destes colóquios a todo o público, carecendo apenas de inscrição prévia.

Estes debates focam-se na elucidação sobre questões relacionadas com a Dança, pelo que acho que qualquer pai que tenha crianças a desenvolver a sua aprendizagem, pode e deve seguir esta "série" de colóquios. Para mais informações sobre a escola ou actividades relacionadas com o tema, consultar aqui.

A todos os pais com crianças apaixonadas pela dança, fica a informação que as inscrições para as audições para a Escola de Dança do Conservatório Nacional estão abertas até ao próximo dia 15 de Junho e as audições, em si, realizar-se-ão entre os dias 21 e 24 de Junho. As audições têm muita afluência, a concorrência é alta e o processo em si é uma aprendizagem, mas é um passo certeiro em direcção ao palco.

O espectáculo de encerramento de ano da E.D.L. será a 1, 2 e 3 de Julho no Teatro Camões. É um evento impressionante e, se está a pensar em introduzir a dança na vida do seu filho ou filha, dê uma espreitadela. Garanto que vai ficar impressionado.



Ainda este fim-de-semana, no dia 5 de Junho no grande auditório do CCB, vai acontecer também o espectáculo de encerramento de ano da Escola de Dança Ana Köhler. É uma escola em crescimento, com professores qualificados e, se puder, passe por lá para ver o que andam a fazer. Eu vou.




Até para a semana.

Susana

Arts&Culture#12 - Hora de... Ler

quinta-feira, maio 26, 2016
Hoje dá-se início a mais uma Feira do Livro, em Lisboa. Esta é a sua 86ª edição e vai ser muito bem recheada de eventos, como é costume. A feira tem início no dia de hoje e decorre até ao dia 13 junho.

Acontecer um mega evento como este, nos tempos que correm, e ser sempre um sucesso com grande afluência de público é algo que me deixa extremamente feliz.

Salve livro! Conseguiste resistir aos infortúnios da tecnologia :-) ... É que, por mais que seja uma utilizadora dos novos meios, não há como um bom livro no antigo formato físico. Quem não se delicia com o cheiro das folhas novas? Ah... Que prazer o de abrir um livro novo, cheirar e sonhar com novas aventuras e com o fim da última página.

Desde muito miúda que os meus pais nos levavam, à minha irmã e a mim, a esta feira anual. Era assim uma espécie de feira popular das letras! Uma diversão... Livros para escolher, lançamentos novos e ainda levávamos um balãozito de algumas editoras (naquela altura não era tão banal como hoje em dia).

Os dias seguintes eram uma excitação! Era capaz de fazer uma directa (às escondidas dos meus pais ;) ) só para chegar ao fim da história. Era sempre: "Só mais um capítulo e vou me deitar!".Hoje em dia confesso que já não sou capaz de tal façanha. Ou arranjo maneira de o fazer durante o dia ou o mais certo é olhar para as letras e elas servirem-me de embalo. Isto de ter "forty and..." tem o seu senão.

A verdade é que ficou o gosto e não resisto a uma boa e bela livraria. Nem a boas promoções! E esta feira está cheia de boas oportunidades. De 2ª a 5ª (excepto no dia de abertura, dia 26) das 22h-23h acontece a Happy Hour literária: a Hora H. Há descontos mínimos de 50% e alguns até 70% (é o caso da Porto Editora) e muitas ofertas.

Há uma novidade interessante e útil. Este ano foi desenvolvida uma app, disponível em Android e IOS, com o mapa dos pavilhões, a programação, os livros do dia e as muitas actividades previstas (lá está, a tecnologia também tem coisas boas). O programa é muito extenso e com muitas categorias: música (concertos e animação musical), cinema (alguns dias com projecção de filmes), actividades infanto-juvenis (são mesmo muitas), workshops, showcookings, street food, etc.

Se quiser escolher o melhor dia para si, consulte a programação diária aqui.

Se não, aconselho o download da aplicação para acompanhar a visita, ter acesso aos destaques do dia e a todos os eventos disponíveis.

Eu sei que vou, e vocês?

Até para a semana.

Susana

Mapa da Feira

Arts&Culture#11 - Taaantas opções para este fim de semana!!!

quarta-feira, maio 18, 2016
PT
Sim, as opções culturais neste próximo fim de semana são imensas! E tudo por causa do dia de hoje, em que se assinala o Dia Internacional dos Museus.

Este dia foi criado pelo ICOM -Internacional Council of Museums e celebra-se anualmente através da organização de diversas actividades. Além do dia da comemoração, as actividades e eventos podem durar um fim-de-semana ou até uma semana.

Segundo o ICOM, este dia foi criado com o intuito de espalhar a mensagem de que "Os museus são um meio importante de intercâmbio cultural, enriquecimento de culturas e de desenvolvimento de uma compreensão mútua, cooperação e paz entre os povos". O mesmo tem servido como um meio de dar voz aos museus e chamar a atenção para o seu papel na sociedade.

Este ano, por todo o país (cerca de 44 concelhos), o dia celebra-se sob o tema "Museus e Paisagens Culturais", com ofertas variadas a fim de promover uma interligação entre estas duas tipologias de equipamentos culturais.

No dia 21 de Maio também se celebra a "Noite Europeia dos Museus". Este evento foi criado pelo Ministério Francês da Cultura e da Comunicação e propõe experiências atrativas fora da oferta habitual, fazendo o público olhar, interagir e vivenciar os espaços numa perspectiva diferente, como por exemplo através de um concerto, uma peça de teatro, uma apresentação de dança ou uma projecção.

Portanto, se há muito que está para visitar este ou aquele museu, mas nunca calhou de o fazer, reserve agora este dia (ou estes) para o efeito. É que no dia 21, a partir das 17:30 a entrada em todos os museus é gratuita, assim como, a grande maioria das actividades.

Aproveite, leve a família toda e divirta-se numa jornada de diversão, descanso e aprendizagem em comunhão!

As ofertas são mesmo muitas (veja aqui), mas deixo-vos a minha selecção das que, muito provavelmente, irei ver e fazer também.
                                                                                                                                 SÁBADO, DIA 21

-10:00/10:40     Biombos que revelam contos.                               Museu do Oriente
                              (+ 6 anos)
-14:30/18:00     Artes e Ofícios no Jardim.                                     Museu Nacional de Etnologia
                             (Todos)
-15:00/17:00     Flores Sagradas.                               5€                Museu do Oriente
                            (6/12 anos)
-18:00/19:30     Oficina de Sabonetes Artesanais.                         Museu Nacional do Azulejo
                              (+8 anos)
-18:30/19:30      Pintar um azulejo.                                               Museu Nacional do Azulejo
                              (+4 anos)
-19:30/20:30      Buster Keaton, filme mudo com piano ao vivo.  Museu Nacional da Música
                             (Todos)
-21:15                Uma noite de dança; Escola Ana Köhler.            Museu do Teatro e da Dança
                              (Todos)

E para completar este programa e fazer um fim-de-semana realmente cultural, continue no domingo também.
                                                                                                                          DOMINGO, DIA  22

-10:30              Molière: TOC-TOC-TOC...Silêncio,                         7,5€     Museu Gulbenkian
                         (8/12+adulto)         o espectáculo vai começar!                  
-11:00              Há magia no Museu.                                                        Museu Berardo
                          (2/4 anos)  
-15:00              A lenda do imperador Wu Ti (sombras chinesas)      6€  Museu da Marioneta
                          (+4anos+adulto)


Acedam ao link aqui e constatarão que as opções são imensas! E não apenas exposições. Espectáculos, ateliers, peddy-papers, seminários...


Façam a vossa escolha e explorem os (nossos) museus.
Até para a semana.

Susana



Arts&Culture#10 - Archikidz. Tão bom! A não perder o próximo.

terça-feira, maio 10, 2016

Recordam-se que fiquei de vos mostrar o resultado do workshop de arquitectura, o Archikidz? Demorou,  não foi? Queria esperar pelas fotografias oficiais da organização, para vos poder melhor ilustrar o que se passou do lado de lá, uma vez que os pais eram barrados logo à entrada...:) Kids only

O saldo foi mais do que positivo, a minha pequena jovem veio feliz da vida, assim como todas as crianças que de lá saiam. O evento dividia-se em vários grupos mistos e de idades diferentes. Estiveram todos a trabalhar em harmonia sob cuidadosa orientação de vários arquitectos que estavam lá para ajudar a fazer acontecer.
O conceito deste ano era: "idealiza o caminho da tua casa até à tua escola". É claro que isto abre caminho a um sem número de visões criativas. E se foram... Pelo que vi havia de tudo! Mas posso falar-vos da da minha filha, para terem uma noção:
"Quando saio da minha casa, salto no trampolim para cima de um burrico. Cavalgamos (já os três) até chegar ao escorrega com manteiga. Deslizamos e vamos de skate até ao vale dos insufláveis. Passamos ainda por uma loja de algodão-doce até chegar à minha escola."

Aqui está uma viagem atribulada, doce e divertida bem ao jeito dela. Projecto feito, esquisso feito. A seguir, toca a pôr a mão na massa e, recorrendo aos materiais cedidos pela organização (cola, fita-cola, tesouras, x-actos, embalagens várias, esponjas, papéis, etc.), passar do desenho para a concretização em formato de maquete. Sempre com ajuda e orientação de uma equipa de arquitectos e estudantes voluntários. E assim se passaram três horas...
É claro que, mais uma vez, o que interessava era passar pelo processo de idealizar, projectar, construir com o máximo de diversão possível, mais do que procurar um resultado perfeito. Objectivo cumprido. Lá voltaram todos de barriga cheia de emoções, ideias e criatividade no saco, para usar na vida.

Lembro que esta iniciativa anual é gratuita. Apenas carece de inscrição online. Ainda, é oferecido um pequeno lanche às crianças, uma vez que tem a duração de três horas.

Deixo-vos algumas imagens do que se passou. Os créditos das fotografias são de Ricardo Oliveira Alves, Ana Sofia Branco e Ricardo Pereira.

Para o ano estamos lá de certeza!

Até para a semana

Susana





Arts&Culture#9 - Quem diria, Poesia!

terça-feira, maio 03, 2016
Por estes dias fiquei agradavelmente surpreendida com o trabalho de casa da minha filha, para a disciplina de português: poesia! E que feliz e motivada ela estava com aquela matéria. Espero que perdure o gosto...

A leitura variada é algo em que insistimos bastante aqui em casa. Embora ela tenha muito prazer em fazê-lo, a verdade é que, como qualquer criança (esta de 10 anos), às vezes temos de estimulá-la e relembrá-la de que há livros para ler. Eles são uma muito melhor alternativa aos jogos electrónicos ou a ficar em frente ao televisor.

Sempre fizemos questão de lhe comprar bastantes livros e de forma criteriosa, garantindo assim a existência de uma pilha de "livros a ler". Desta forma, encontra sempre algum pronto para a leitura e nós argumento para ela o fazer.

Confesso que não estava à espera que trabalhassem na escola, tão precocemente, a poesia. Pelo menos, desta forma. A poesia é uma forma de escrita que assusta um pouco as pessoas. É um universo de sensibilidade para o qual nem todos se deixam envolver.

A poesia, integrada numa das 7 formas de arte, transporta-nos para um lugar onde tudo pode acontecer, tudo é permitido. A relação entre o autor e o receptor é alimentada por impulsos de criatividade. Os dois percorrem um caminho, no decorrer da obra literária, de mãos dadas, onde a linguagem adoptada é a imaginação.

Para quem nunca se aventurou a experimentar este género literário, ao olhar para a área da poesia, nas prateleiras de uma livraria, pode-se desmoralizar.  Por isso, para vos facilitar, seguem aqui algumas sugestões de obras que, na minha opinião, devem fazer parte, também, da vossa pilha de "livros a ler":
1. Antologia Poética, Vinicius de Moraes - COMPANHIA DAS LETRAS
2. Poemas de Amor, Pablo Neruda - DOM QUIXOTE
3. Obra Completa de Alberto Caeiro, Fernando Pessoa - TINTA
4. Primeiros Poemas - As Mãos e os Frutos - Os Amantes Sem Dinheiro, Eugénio de Andrade - ASSÍRIO & ALVIM.                                                                                     
5.Diz-me a Verdade Acerca do Amor, W. H. Auden - RELÓGIO D'ÁGUA


E se quiserem iniciar os vossos pequenos pelos caminhos da sensibilidade na forma escrita, experimentem estes livros:
1.Primeiro Livro de Poesia, (Poemas em Língua Portuguesa para a Infância e Adolescência)
Selecção de Sophia de mello Breyner Andresen - PORTO EDITORA
2.Eu Bem Vi Nascer o Sol, (Antologia de Poesia Popular Portuguesa)
Alice Vieira - EDITORIAL CAMINHO
3.Livro da Tila, Matilde Rosa Araújo - EDITORIAL CAMINHO
4.Versos de Cacaracá, António Manuel Couto Viana - TEXTO EDITORES
5.Melhores Poemas para Crescer, (Uma Antologia que não Pode Faltar aos Mais Novos) 
Rosa Lobato de Faria - OFICINA DO LIVRO


A poesia pode aparecer em variadas formas. Deixo-vos aqui algo escrito por alguém que me é querido, num formato diferente do seu habitual: uma letra de uma música. A poesia, forma de escrita melódica e harmoniosa por si só, quando aliada a uma música fazem uma simbiose perfeita.


Lado Positivo dos Sonhos

Com falsas partidas e corridas sem metas
É de ziguezagues que se fazem linhas rectas
Folheia-se o caminho, somos poesia e poetas
Quantas vozes param, quantas estão já quietas?
A resposta não está no vento
Sopra a quem está atento
Ao lado positivo dos sonhos.

Passo a passo o passo vai sempre apressado
Leva-se a voz firme ou um silêncio calado
O presente de repente pertence ao passado
É o futuro um muro sem salto ou outro lado?
A resposta não está no vento
Sopra a quem está atento
Ao lado positivo dos sonhos.

Somos caras, cores, corpos e copos para dois
Amor é chama, chuva, cheiro, charme e depois.
Somos palavras nossas e também citações
Somos rostos de Outono ou folhas sem estações?
A resposta não está no vento
Sopra a quem está atento
Ao lado positivo dos sonhos.

Somos luz e fogo, logo o oposto também
Somos o céu escuro e a noite que não vem                                            
Somos estes nomes que já foram de alguém
Somos e nem somos e afinal somos quem?
A resposta não está no vento
Sopra a quem está atento
Ao lado positivo dos sonhos.

Evita-se o vazio ou um buraco no chão
Engana-se o frio e o calor do Verão
Perde-se o medo quando se perde a razão
Quantos dedos fogem, quantos ficam na mão?
A resposta não está no vento
Sopra a quem está atento
Ao lado positivo dos sonhos.

Chama-se vida à viagem e viagem à vida
Põem-se os pontos nos is e o dedo na ferida
As metas vão directas ao ponto de partida
São estradas sem fim ou ruas sem saída?
A resposta não está no vento
Sopra a quem está atento
Ao lado positivo dos sonhos.

                                                     João Cardoso

Obrigada João, pela ajuda e partilha de tão bonitas palavras.
Até para a semana.

Susana



Arts&Culture#8 - Hoje é Dia Mundial da Dança

sexta-feira, abril 29, 2016
PT
Tempos houve em que o dia de hoje era apenas mais um dia de trabalho, como tantos outros. A trabalhar e a fazer o que melhor sabia: dançar.

Hoje ele tem um gosto diferente e um peso também. É dia de memórias, de alegrias, de mágoas, de saudades... Muitas saudades. Se antes era parte activa na divulgação e consciencialização deste dia, hoje ele serve de lembrete de uma era que passou e que, infelizmente, já não volta.

Há algo de extremamente viciante no palco. Quem nunca experimentou nunca vai compreender esta necessidade, este bem-estar/dependência que este lugar tão mágico provoca em nós. Os meses e meses de trabalho extremo, de pesquisa, de procura pelo movimento mais eficaz, mais subtil, de dores físicas (muitas...) são imediatamente superados com um simples pisar naquele chão tão especial.

A grandeza de um palco, a sensação de gratidão que uma plateia, cheia ou vazia, nos transmite. Sempre adorei estar sozinha em palco e com o teatro vazio... Manias! Para mim assemelha-se a um lugar de culto. Sentimos-nos invadidos por uma paz, por uma antecipação de adrenalina extrema, por uma emoção que leva-nos a humildemente pensar: obrigada. Obrigada por poder estar aqui, por poder dar de mim a vocês aí, por poder dar o meu melhor, por poder me expressar...

E de cada vez que o pisamos sentimos o mesmo. O tempo não esvanece a emoção. Nunca deixei de sentir um imenso respeito pelo palco, nem deixei de me sentir sempre nervosa antes da abertura da cortina. Nem após muitas repetições da mesma peça. A inevitabilidade de um azar ou uma não tão boa prestação está sempre presente e assombra-nos durante a espera. Após aquela hora e meia de performance tudo o que queremos é a satisfação garantida de quem lá foi para nos ver e, já agora, nossa também. Mas todo este turbilhão é tão bom...

Por mais que o tempo passe não há como esquecer tudo o que passei naquele lugar fantástico, ou em tantos outros, pois nem só o palco serviu como espaço de apresentação. Tive oportunidade de o fazer em variadíssimos lugares. Alguns bem caricatos.

A verdade é que o dia em si pode ser celebrado a dançar em qualquer lado, desde que se tenha chão... :). Até sem ele!

Por isso, como não fazer a divulgação e um apelo a que se dance! Dancem, vivam, expressem-se, transmitam sentimentos, sintam... E sintam-se felizes.

Feliz Dia Mundial da Dança!

Até para a semana.

Susana


Arts&Culture#7 - A nutrição na Dança

segunda-feira, abril 18, 2016
PT
Há uma questão que assombra os pais que têm crianças a estudar ballet: Como evitar o descontrolo alimentar tão comum neste meio?

Esta questão está ainda longe de ser resolvida. Por mais que se tenha atenção aos sinais, continua a ser difícil evitar que aconteça. E quando acontece, apanha sempre as famílias de surpresa, desprevenidas e completamente despreparadas para enfrentar o que se segue. Neste caso, assim como em tantos outros, procurar informação é fundamental. Para pais, filhos e professores, também.
A incidência de casos na dança é muito acentuada.

Posso falar porque vivi, de perto, com casos de anorexia/bulimia e é uma questão que afecta não só o envolvido e família. Afecta um grande círculo de pessoas que convivem, trabalham e interagem com o caso. Somos apanhados numa trama de mentiras, encobrimentos, manobras de persuasão e de diversão. Não é algo que se deva tratar ou olhar de ânimo leve. Os casos mais agudos podem levar à morte. É muito triste de ver e assistir.

O grande erro é olhar-se para o "invólucro" da bailarina e tentar alcançá-lo da maneira mais rápida e não a mais correcta. Uma bailarina não é feita de apenas um corpo bem treinado. Uma bailarina deve ser uma artista, completa e essa exigência requer muito mais do que apenas atributos físicos.
É um facto que as bailarinas (clássicas, contemporâneas, etc.) necessitam de estar em forma e com um peso regulado, de acordo com a sua idade. Não é de todo possível aguentar um dia inteiro de ensaios com quilos de peso extra em cima dos ossos. É um esforço imenso...

Mas esse caminho deve ser percorrido ao longo de anos e não semanas. Sempre respeitando as fases naturais de evolução de um corpo feminino. É sobretudo quando as jovens estão a passar por uma grande mudança hormonal, que resulta em grandes alterações do corpo, que estes dilemas se põem. O corpo leva tempo a adaptar-se à mudança, portanto, professores e pais são responsáveis por educar, informar e orientar durante esse período. Transmitir a serenidade e apoio necessários, recorrendo a um nutricionista credenciado é crucial. É preciso fornecer-lhes uma correcta aprendizagem de como fazer para dar à nossa "máquina" o combustível necessário.

Mas a culpa não pode ser só atribuída a quem padece. A verdade é que há uma grande pressão no meio para se alcançar o corpo perfeito (estereótipos herdados de muitos anos de preconceitos e ideias pré-concebidas). Sob pena de se ser ostracizado (não se passar de ano, não se adquirir determinado papel, não se evoluir na carreira ou até ser-se humilhado), vale tudo para se conseguir chegar lá. É preciso ter-se uma grande bagagem emocional, muita confiança e segurança em si próprio para passar por tudo isto.

Como disse, não vejo uma solução exacta para este problema, mas o caminho será o ensino, atempado, de uma boa prática alimentar. Adquirindo bons hábitos, ganha-se uma base mais segura para fazer frente aos vários obstáculos com que se depararão.
Não só por motivos de saúde, mas até para atingir melhores resultados. Não entendo porque é que não há o mesmo cuidado com a Dança, em termos de acompanhamento nutricional, como com qualquer outro desporto de alta competição. O desgaste físico e psicológico é igual ou superior a muitos deles. E também tem uma carreira tão curta quanto.

E assumo que eu própria não tive esse acompanhamento e essa preocupação durante o meu crescimento. Nem quando já era profissional. Por isso, reconheço, conscientemente, o grande erro que fiz. Tenho a CERTEZA que teria sido muito mais eficiente se o tivesse feito...
Os maus hábitos que tinha revelaram-se assim que parei pela primeira vez na minha vida. Trabalhar com o corpo durante 7 horas por dia (por vezes mais) permite-nos fazer muitas asneiras, mas quando se é forçado a fazer uma mudança e essa rotina desaparece... Aparecem muuuuuitos quilos na balança :).
Tive que começar do zero, reaprender e olhar para os alimentos de um modo completamente diferente. Mas nunca o conseguiria sózinha. Procurei alguém para me orientar nesse novo caminho e fui acompanhada por uma nutricionista que me mostrou o quão longe estava de ter uma vida saudável. Parecia impensável...Afinal, com tanto exercício, não era assim tão saudável! Pois não... Devia ter-me lembrado disso antes. Um eterno obrigada e beijinho especial para a nutricionista Mariana Chaves ;), que aturou-me muito e foi um grande apoio, bem necessário.

Daí fazer o alerta urgente para que se olhe com outros olhos para a área da nutrição. Não, não se é obcecado por dietas porque se vai a uma nutricionista. O termo "dieta" tem uma conotação errada e depreciativa. "Dieta" é o nosso regime, a nossa escolha, o nosso "menu" para o dia-dia. A dieta só nos faz mal se fôr temporária, ela deve ser um hábito para a vida.
Deixo-vos uma frase do livro recentemente publicado da Mariana: " O metabolismo é mestre, quando está mais preguiçoso a alimentação tem de mudar!"
Eu mudei.

Até para a semana.


Susana

Arts&Culture#6 - World Press Photo com presença portuguesa

terça-feira, abril 12, 2016
PT
(Photo credits: Warren Richardson, Australia)
O que nos conta uma foto sobre determinado evento? Que força emocional ou editorial tem?

Estes são alguns dos tópicos de apreciação das fotos a concurso no World Press Photo. Este ano a 59ª edição desta exposição mundial expõe a selecção feita a partir de 82 951 fotografias, da autoria de 5 775 fotógrafos de 128 países de origem. Em 8 categorias diferentes (Notícias em destaque, Natureza, Desporto, Retratos, etc.) ela mostra-nos o melhor que se fez em fotojornalismo no ano de 2015.

O World Press Photo foi formado, em 1955, por um grupo de fotógrafos holandeses que quiseram organizar um concurso para exibir e promover os seus trabalhos junto dos seus colegas internacionais. Desde então, o evento cresceu e consolidou-se como o mais prestigiado prémio em fotojornalismo. A exposição é itinerante a nível mundial e é vista por 3 milhões e meio de pessoas anualmente.

Este ano, entre os vencedores está um português. Mário Cruz é de Lisboa, nasceu em 1987 e ganhou na categoria "Histórias", com uma impressionante colecção de fotografias intituladas: "Talibes, Modern-day Slaves". Ele faz um relato das condições (ou falta delas) nas escolas no Senegal. Tradicionalmente, é dada às crianças, entre os 5 e os 15 anos de idade, a educação religiosa do Corão e o ensino da língua árabe. As imagens falam por si.




(Photo Credits:Mário Cruz, Portugal)

Na categoria "Notícias em destaque", o tema da crise dos refugiados dominou as participações. Imagens após imagens de refugiados a procurar as costas do sul da Europa (principalmente na Grécia); refugiados caminhando em pequenos e grandes grupos; multidões de refugiados barradas nas fronteiras; apinhados em comboios; confrontando-se com a polícia.

Também a guerra na Síria; os ataques em Paris de janeiro e novembro; o devastador terramoto no Nepal e os tiroteios da polícia nos E.U.A., foram outros dos temas também apresentados. A fotografia vencedora (apresentada no cabeçalho), como foto do ano, é da autoria do australiano Warren Richardson. Intitulada "Hope for a new life", ela mostra-nos refugiados a passar a fronteira da Sérvia para a Hungria. Nesta foto, tirada na noite de 28 de agosto de 2015, podemos ver um homem e uma criança, que faziam parte de um movimento de pessoas que procuravam refúgio, tentando escapar antes de um bloqueio nas fronteiras.

Francis Kohn, director fotográfico da agência France Press e membro do júri deste W.P.P. comentou:

"Assim que vimos esta foto, soubemos que era importante. Tinha imensa força devido à sua simplicidade, especialmente devido ao simbolismo do arame farpado. Achámos que tinha todos os meios para nos dar uma visão poderosa do que se está a passar com os refugiados. Penso que é uma foto clássica e ao mesmo tempo intemporal. Ela retrata uma situação, mas a maneira que é feita é de um modo clássico, na verdadeira acepção da palavra."

A exposição do World Press Photo 2016 vai estar patente no Museu da Electricidade de 28 de abril a 22 de maio. Para mais informações clique aqui.

A meu ver é uma colectânea fascinante de observar, faz-nos viajar para o universo e momentos em que foram tiradas e, por isso mesmo, não me parece que seja um evento para se fazerem acompanhar dos vossos mais pequenos. As fotos estão carregadas de força emocional e visual (algumas bem explícitas) razão pela qual desaconselho a presença dos mais impressionáveis. Mas é sem dúvida um evento digno de visita.

Até para a semana.

Susana

Arts&Culture#5 - Exposição, Atelier Criativo e ArchiKids

segunda-feira, abril 04, 2016
PT
No que diz respeito a programas culturais em família, tento sempre conciliar os nossos gostos com os da minha filha, que tem 10 anos. Como a oferta é muita, há bastante espaço de manobra para agradar a gregos e troianos. A verdade é que, na maioria das vezes, os adultos desta casa acabam por se divertir tanto quanto ela. Foi o caso desta exposição:

(Por) Dentro de uma mente criativa, arquitectura portuguesa/criatividade e inovação.

Fomos com o objectivo de garantir-lhe mais informação sobre aquilo que ela apregoa que é a sua profissão de sonho: Arquitectura. Confesso que não sei de onde vem esta apetência, na família existem advogados, gestores, artistas... Mas arquitectos, é uma novidade. O que é certo é que desde muito cedo começou a revelar muito interesse por desenhar edifícios, sejam de habitação ou não. Claro, como é apanágio das crianças, sempre dando asas à imaginação. 

De 18 de Março a 6 de Junho decorre na galeria de exposições temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian, uma exposição e um ciclo de conferências sobre a arquitectura de referência, feita por arquitectos portugueses. Esta exposição, apresenta sete projectos, concebidos por sete ateliês e profissionais contemporâneos premiados, de nacionalidade portuguesa. São eles: Aires Mateus, Álvaro Siza Vieira, ARX Portugal, Eduardo Souto Moura, Gonçalo Byrne, Inês Lobo e João Carrilho da Graça. 

Dividida em sete "salas", a exposição mostra-nos a arquitectura made in Portugal. Podemos observar todo o processo criativo destas sete obras, desde as primeiras ideias sob o formato de desenhos conceptuais, esquissos, maquetes de estudo e finais, desenhos técnicos, desenhos digitais, fotografias de obra, entre outros, que ajudam a contar a história destes mesmos projectos. Em sete formatos diferentes e sete processos de criação diferentes. A diversidade está bem patente na visita. 

Complementar à exposição é o ciclo de conferências que pretende promover o diálogo com profissionais de referência da Arquitectura, a partir de entrevistas conduzidas pela curadora deste projecto, Eduarda Lobato de Faria, seguidas de uma conversa alargada à assistência. "Dar a conhecer a experiência, o conhecimento, o pensamento, o método de trabalho e as ideias que conduzem a concepção dos projectos dos arquitetos convidados" é o propósito deste evento, nas palavras da curadora. 

Esta é uma exposição feita a pensar especialmente nos estudantes e alunos de arquitectura e futuros arquitectos mas é também uma sugestão muito interessante como programa familiar. E não fui a única a ter essa ideia... A sala estava cheia de crianças curiosas que interagiam e questionavam-se para que serviriam aquelas enormes maquetes. A minha adorou! E nós também...

 Relembro que a exposição está a decorrer de 18 de março a 6 de junho e o ciclo de conferências de 18 de março a 2 de junho. Para a programação das conferências clique aqui.

 A entrada para a exposição é de 3€ por pessoa e 1,5€ para estudantes, mas as conferências são de entrada gratuita. Lembro ainda que a entrada para o Museu Gulbenkian, assim como para todas as exposições patentes, é gratuita aos domingos.


Dentro desta iniciativa, consta ainda um Ateliê Criativo (foto de abertura do post),  orientado pela curadora, para crianças a partir dos 8 anos, onde serão feitas experiências com materiais diversos. Mais importante que o resultado final será passar pelo processo criativo e confrontar as crianças aos desafios que a exposição coloca. Para mais informações clique aqui


Ainda dentro deste tema, no próximo dia 10 de abril vai acontecer o Archikids na Sala Portugal da Sociedade de Geografia de Lisboa. Mais uma iniciativa divertida para a pequenada e que já vai na terceira edição. Vai ser uma tarde preenchida de brincadeiras e experiências a construir uma maquete de uma casa, sob orientação de profissionais da área. 

Este evento é gratuito mas carece de inscrição. Para mais informação clique aqui.

Susana