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Diary Entry #17 - Nâo te preocupes com o porquê. Aceita!

terça-feira, outubro 25, 2016
 PT
Quase à beira do meio século, a vida resolveu-me colocar numa espécie de curso intensivo de desenvolvimento pessoal. Este ano não tem sido fácil e tem puxado por mim, pelos meus limites, à séria.  Muito mesmo. Tanto, que várias vezes dei por mim a pensar "Mas por que raio isto me está a acontecer?", "Porquê?"

Desaconselho. A sério, é uma armadilha mental desgastante, drenante da nossa energia. É o mesmo que lutarmos com todas as nossas forças contra uma corrente forte. Não vamos a lado nenhum e vamos esgotar-nos para, na melhor das hipóteses, ficarmos exactamente no mesmo sítio...

Aceita! Se há algo estou a aprender é a aceitar. Tudo nesta vida acontece por uma razão. Podemos não vê-la, não entendê-la ainda mas ela existe e é para o nosso bem. Apenas nos falta a capacidade de levantar a cabeça acima da linha de água para enxergar mais além e perceber como aquela peça se encaixa no puzzle da nossa vida.

Não é fácil, tenho a dizer-vos. Fácil é cair na tentação de pensamentos de auto-comiseração do género "Que mal fiz eu para isto?", "Eu não mereço", etc, etc... Tal, não adianta. O que aconteceu, ou está a acontecer, não vai mudar e apenas diminuimos a nossa energia e capacidade de reacção, ao nos deixarmos levar nessa espiral negativa.

Sou uma pessoa que precisa(va) sentir o controlo das "operações". Pumba! Ora toma lá que é para aprenderes! Já desististe de tentar perceber tudo? Já aceitaste e estás preparada para te adaptares, reagir e crescer? Não? Ora toma lá mais uma prova de teste para ver se aprendeste.

Pois é. Enquanto não aprendermos a lição, podemos estar certos de voltar a ter um novo teste ao "virar da esquina"... É bom que sejamos listos. Estou a tentar. Não quero mais testes.


Diary Entry#16 - o 1º não-post

quarta-feira, junho 08, 2016

"Winners are not people who never fail but people who never quit"

Algum dia teria de acontecer e aconteceu ao fim de quase 7 meses de blog. Este é um não-post. Ou melhor, um post sobre o post que não consegui fazer ontem!

Sou uma pessoa exigente, sobretudo comigo mesma. Quando me proponho fazer algo, dedico-me com intensidade. Atiro-me de cabeça, tronco e membros. Doa o que doer. E dói, não pensem que é fácil.

Criar um blog não é coisa de desocupada (bem, no meu caso garanto-vos que não é). É, quanto muito, coisa de desmiolada! :-D É preciso um pouco (bastante) de loucura para nos fazermos à aventura. Ter um blog dá imeeeenso trabalho! Há uns bons anos, quando os websites eram o must-have, eu já dizia "o trabalho não acaba com o lançamento do website. Aí é que o trabalho começa a sério".

Tal como em tudo o resto, para se ser levado a sério, tem de haver dedicação, compromisso e sacrifício. Sei que não é obrigatório, mas impus-me a obrigatoriedade de postar todos os dias da semana. Reservei-me apenas o direito de não postar ao fim de semana. Confesso que, ao olhar para trás, nem percebo como já passaram quase 7 meses! Como é que já fiz tantos posts? Ás vezes penso " Mas que raio hei-de eu ter tanto para dizer? Tantos dias, daqui em diante..." É uma sensação um pouco avassaladora:-)

Por causa desse compromisso, deitei-me muitas noites às 4h da madrugada e levantei-me no dia seguinte às 7h da manhã, para levar a minha filha à escola e para os afazeres do dia. E no fim da semana, estava exausta com tão poucas horas de sono dormidas... Um blog, sobretudo no início, obriga a muita pesquisa e consequentemente a muitas horas investidas. Como o meu dia-a-dia é uma perfeita loucura e são pouquíssimas as ocasiões em que me consigo sentar durante o dia, sacrificava as noites... O blog é o meu "jobby"!!! Não é um hobby - não dá para fazer apenas quando tenho tempo (não postaria nunca) - mas também não posso dedicar-lhe o tempo que gostaria, como se de um emprego se tratasse. Dá-me a satisfação de um hobby mas com o trabalho de um job...não remunerado! Não disse que é necessária uma certa dose de loucura? :-D

Sei que este blog é certo para mim. É uma viagem que faço com prazer e é simultaneamente uma grande aprendizagem!
Tinha a tendência para me preocupar demasiado com as coisas todas. Tinha de "manter sempre as bolas todas no ar". Primeira lição - "não te sintas a formiga a querer comer o elefante". Calma. Um dia de cada vez!

Falhar para mim era como "arrancar dentes"! Tal como me acontecera noutras situações em que não me permitia falhar, eu poderia me consumir toda mas o post teria que sair! Tive um dia péssimo com crises de enxaquecas até de manhã e...não consegui fazer nada. E sabem que mais? Lição nº2! Como dizem os espanhóis, "no pasa nada!" Pois é, nenhum mal veio ao mundo. Ninguém se magoou. Apenas eu falhei. FALHEI! Pronto. Já está. Agora, posso relaxar pois certamente acontecerá novamente e não-faz-mal!

Gosto do meu blog. É a minha voz para o mundo. Sem pretensões de grandiosidade, originalidade, profundidade...mas com pretensões de genuidade e honestidade. Falo do que gosto, do que penso e daquilo com que me preocupo, ao meu estilo. E, agora, com um pouco mais de tranquilidade. Se postar, postei. Perfeito. Dever cumprido. Se não postar, não me levem a mal. Acreditem que ao decidir não fazê-lo, estou a crescer um pouquinho <3

Diary Entry#15 - Respira. Pela tua saúde! Parte 2-Atenção Plena.

sexta-feira, maio 20, 2016

PT
(continuação de aqui)

Como referi, comecei a sofrer com crises de Sindrome Vertiginoso.

Claramente, das piores experiências! Tremo só de imaginar que podem voltar! Para quem não sabe, o Sindrome Vertiginoso traduz-se numa perturbação do sistema de equilíbrio, com sensação de movimento giratório/vertigem provocando náuseas e, no meu caso, acabando por causar crises de enxaquecas.

Regra geral, as crises podem durar horas, e até dias, e são várias as possíveis causas. As mais comuns são a Doença de Meniére e o deslocamento dos cristais do ouvido interno.

No meu caso, não se confirmou nenhum destes dois casos e é, quase certamente, consequência do meu problema de rectificação da coluna cervical. Esta anulação da curvatura fisiológica da coluna cervical, causada por aumento da tensão da musculatura do pescoço devido a má postura e a stress, resulta em dores de cabeça, tonturas e/ou zumbido no ouvido.

Como evitar, então, que as crises voltem? Relaxando a musculatura do pescoço... Como? Com massagens, calor ou, melhor ainda, melhorando a nossa respiração!

Numa das minhas inscursões pela FNAC dou de caras com um livro que se chamou a atenção (cada vez mais acredito que não há coincidências) - "Mindfulness para a Saúde"
O título na capa de início levou-me a pensar que não teria nada a ver comigo, mas ao folhear umas quantas páginas percebi o quanto precisava dele. O livro fala de um programa com meditações guiadas e exercícios físicos para alívio da dor e com resultados comprovados na redução de problemas relacionados com stress.

Transcrevo um pequeno excerto para que me percebam:

"Consciência da respiração na vida quotidiana

Uma vez por hora, pare e fique imóvel por uns momentos. Leve a consciência ao interior do seu corpo, para repousar nas sensações físicas da respiração. Se reparar que está a conter a respiração, veja se pode descontraí-la um pouco. Também pode levar a consciência à respiração à medida que se ocupa da vida quotidiana. ..."

Li apenas o primeiro capítulo e não comecei sequer o programa. Contudo, na última semana, comecei a fazer algo que, por incrível que pareça, já consigo ver alguns resultados.

Alguém muito, muito especial disse-me recentemente: "Ana, pára! Respira! Sabes o que acontece à água quando se retira o tampo do ralo de uma cuba?" Olhei, com um olhar de estranheza, e como resposta vi alguém de braços levantados a rodopiar sobre si. Não fui capaz de deixar de esboçar um sorriso pela caricato da situação, mas a mensagem chegou clarinha que nem água:-) Eu deixo-me levar pelos pensamentos e sentimentos, perco o controlo e bloqueio a respiração!

Resolvi, então, começar a respirar mais e melhor. Todos os dias tenho tirado pelo menos 10 mins onde me sento (ou deito) e respiro. Não sei meditar e, como vos disse, ainda não comecei o programa que vem no livro, Apenas respiro, penso na minha respiração e (tento) relaxar, deixar-me ir. Primeiro, respirações profundas e correctas :-) seguidas por uma respiração mais tranquila. E é incrivel o efeito sentido no alívio da tensão dos músculos do meu pescoço!

Coincidência? Já disse que não acredito em coincidências, não disse? Que o meu bem-estar melhorou é inegável e, por isso, tenho mesmo de continuar !

O desafio: ser a "cuba" e não a "água".

Para isso...toca a respirar!


Diary Entry#14 - Respira! Pela tua saúde. Parte 1-Tudo errado!

quinta-feira, maio 19, 2016
PT
Respirar é o acto mais natural de todos. O primeiro que aprendemos (ou não, há quem tenha de levar "umas palmadinhas" e foi o meu caso :-) ) no momento em que nascemos.

Então por que é que o desaprendemos ao longo de nossas vidas?

Nós, mulheres, somos as maiores culpadas e vítimas deste mal. A mim, que pratico actividade física há tantos anos, nunca me tinha passado pela cabeça que o acto tão simples de respirar correctamente me fosse tão difícil e me causasse tantos problemas... :-(

Comecei a treinar com um personal trainer há aproximadamente 2 anos, quando quis recuperar a minha forma física após o nascimento do meu filho e corrigir alguns problemas causados por algumas lesões e pelas gravidezes, que me arruinaram a parede abdominal e tantas dores na região lombar me causaram. Na minha primeira aula com ele, um pouco ao jeito de avaliação da minha condição física, fez-me um teste tão simples que, é claro, acreditei que passaria com direito a menções honrosas. Nunca pensei que o falhanço seria tão grande!

Disse-me " Então, Ana, para começar vou pedir-lhe que respire fundo" Ah! Claro que aqui a boa da Ana encheu o peito de ar, fazendo inchar a caixa toráxica o mais que podia e expeli o ar o mais profundamente. Parece que ainda vejo a cara dele sorridente a dar-me o veredicto " Não, Ana. Não sabe respirar."  Nem queria acreditar. Julguei que brincava comigo...Não sei respirar? Como não sei respirar?

Que bloqueio a respiração quando estou em esforço, isso já eu sabia (já retomo essa questão um pouco mais adiante), mas que não sabia respirar era uma novidade para mim. Sempre acreditei que a minha era a forma correcta de o fazer. Acredito que muitos de vocês também estejam errados e nem sequer o imaginem...

Dessa primeira aula, fiquei com o seguinte trabalho de casa: "Ana, vai colocar o seu dedo indicador a pressionar a lateral da barriga/tronco (mais ou menos por cima dos ossos da anca) e ao inspirar tem de empurrar o dedo para fora."

A sério! Experimentem. Não é nada fácil e nem me parecia nada natural. Mas a verdade é que, ao inspirar, o movimento de expansão em baixo, e não no peito, é o correcto e é aquele que fazemos assim que "pomos o pé" neste mundo. Se este "novo" movimento respiratório é difícil de assimilar e efectuar no meu dia-a-dia (mas já o consigo na grande maioria das vezes), quando estou em esforço e/ou em tensão torna-se um desafio muito mais exigente e complicado.

Várias foram as vezes em que o meu professor de ténis me dizia, e ainda diz, após algumas corridas e quando vou bater a bola, "Respira Ana! Deita o ar cá para fora!". Que raios! Quando mais preciso, faço exactamente o contrário do que devo.  Ao invés de respirar, eu tranco a respiração reduzindo obviamente a minha capacidade para aguentar o esforço e criando tensão no meu corpo. O mesmo acaba por suceder no meu dia-a-dia. Ando sempre a "correr" de um lado para o outro, com a cabeça inundada com as coisas que tenho de fazer nesse dia, no dia seguinte, os miúdos e aí por diante... E é bem verdade que dou por mim, muitas vezes, a respirar "pequenino" :-( Não será, portanto, de estranhar que tanto tenha sofrido ao longo da minha vida com dores, por tensão acumulada no pescoço, enxaquecas e, muito recentemente, por crises de Sindrome Vertiginoso.  (continua aqui)


Diary Entry#13 - E apesar de não ser a primeira vez...

sexta-feira, abril 15, 2016
PT
As grandes mensagens chegam muitas vezes quando menos e da forma que menos esperamos.

Não era a primeira vez que ouvia aquela canção. Aliás, ouço-a bastantes vezes no rádio do carro, enquanto conduzo de um lado para o outro. Mas nunca tinha prestado muita atenção à sua letra completa.
Até que, no outro dia, o locutor explicava um pouco sobre a mesma e sobre a banda que a interpreta. E pela primeira vez "ouvi-a" até ao fim.

É uma canção que fala sobre crescer/envelhecer. Com mensagens que poderiam muito bem ser as de uns quaisquer pais para um filho. Acerca de objectivos para uma vida. Identifico-me com ela porque fala sobre a idade da minha filha.

A canção - 7 years old
A banda - Lukas Graham

A canção retrata as conversas que o vocalista, que dá o nome à banda, tinha com os seus pais na sua pequenina cidade na Dinamarca acerca dos seus objectivos e valores para a vida.

Ela tem agora 7 anos e eu posso dizer "Logo, terei 60 anos". Fez-me pensar... Perdoem-me a lamechice mas tocou-me profundamente.



"Uma vez tinha eu 7 anos,  a minha mãe disse-me
Vai fazer alguns amigos ou ficarás sozinho
Uma vez tinha eu sete anos

Era um mundo muito grande, mas nós pensavamos que eramos maiores.
Levando-nos uns aos outros aos limites, estávamos a aprender rápido.
Aos onze fumando erva e bebendo bebidas alcoólicas
Nunca ricos, então saímos para ganhar aquele valor certo

Uma vez tinha eu onze anos, o meu pai disse-me
Arruma uma mulher ou vais ficar sozinho
Uma vez tinha eu onze anos

Eu sempre tive este sonho, como o meu pai antes de mim
Então eu comecei a escrever estórias, comecei a escrever músicas
Algo sobre a glória, sempre pareceu me aborrecer
Porque apenas aqueles que eu realmente amo me conhecerão verdadeiramente

Uma vez tinha eu vinte anos, minha história foi contada
antes do Sol da manhã, quando a vida era sozinha.
Uma vez tinha eu vinte anos

Eu só vejo meus objetivos, não acredito no fracasso
Porque eu sei que as vozes pequenas podem torná-lo grande
Eu tenho os meus amigos comigo, pelo menos os que me apoiam
E se nós não nos encontrarmos antes de partir, eu espero ver-vos mais tarde

Uma vez tinha eu vinte anos, a minha história foi contada
Eu escrevia sobre tudo, eu vi antes de mim
Uma vez tinha eu vinte anos

Logo teremos 30 anos, nossas músicas terão sido vendidas
Teremos viajado pelo mundo inteiro e ainda estaremos caminhando
Logo teremos 30 anos.

Ainda estou a aprender sobre a vida
A minha mulher deu-me filhos
Para que eu lhes cante todas as minhas músicas
E possa contar-lhes estórias

A maior parte dos meus amigos estão comigo
outros ainda andam à procura de glória
E alguns eu tive que deixar para trás
Meu irmão, desculpa-me

Logo terei 60 anos, meu pai tinha 61
Lembre da vida e então a sua se tornará melhor
Eu fiz o meu homem tão feliz quando lhe escrevi uma carta uma vez
Eu espero que os meus filhos me venham visitar, uma ou duas vezes por mês

Logo terei 60 anos, acharei que o mundo é frio
Ou terei um monte de filhos para me aquecer
Logo terei 60 anos

Logo terei 60 anos, acharei que o mundo é frio
Ou terei um monte de filhos para me aquecer
Logo terei 60 anos

Uma vez tinha eu 7 anos, a minha mãe disse-me
Vai fazer alguns amigos ou ficarás sozinho
Uma vez tinha eu sete anos

Uma vez tinha eu sete anos."


Diary Entry#12 - Este assunto mexe muito comigo

segunda-feira, abril 11, 2016
Photo credits: jornal Expresso
PT
Na semana passada li uma notícia no jornal Expresso online (aqui) que mexeu muito comigo, como devem imaginar. Pensei imediatamente que teria de postar acerca do assunto.

A Associação Portuguesa de Fertilidade esteve no Parlamento a falar com os deputados para sensabilização dos mesmos quanto à necessidade de alargamento dos prazos dos tratamentos de infertilidade no SNS.

Não sei se alguma (ou algum, porque sei que também tenho leitores do sexo masculino e é um tema que afecta ambos os elementos do casal) de vós passou ou está a passar por este problema. Eu sei que passei e muito, como vos referi várias vezes. A primeira das quais foi no meu 1º post deste blog . Poderão lê-lo/relê-lo aqui.

Este é um tema muito sensível e era importante que os deputados no Parlamento ouvissem o apelo da Associação Portuguesa de Fertilidade. A mesma fala em 300.000 casais mas é possível que o número seja muito superior. Não tenho a certeza, é claro, mas não acredito que inclua todos os processos a decorrer em instituições privadas. De qualquer forma, são pelo menos 300.000 casais. 600.000 pessoas infelizes, angustiadas, stressadas (mais ou menos), ansiosas! É muito difícil, posso dizê-lo porque o vivi na primeira pessoa.

Numa época em que, por variadíssimas razões, as pessoas tentam ter o seu primeiro filho numa idade mais avançada do que na geração passada, o problema torna-se mais complicado. Descobre-se o problema mais tarde. Seguem-se testes para despistar algum problema identificável e o pior é quando não se identifica nenhum. E o tempo a passar...

Lembro-me de após as primeiras tentativas falhadas pressionar o meu médico a me deixar iniciar imediatamente um novo ciclo. Ele dizia-me "Ana, não pode ser. Tem de esperar pelo menos 2 meses." E eu replicava "Não tenho tempo! Estou numa corrida contra o tempo!!!

Conheci um caso de uma mulher que esteve imenso tempo em fila de espera (quase 2 anos) num hospital público e, quando chegou a sua vez, já não a aceitaram por ter passado a idade limite. Como se convive com isto? Alguém me explica?

Sou uma felizarda por não ter estado dependente do apoio dos hospitais públicos. Com um limite de 3 tentativas por casal, não teria tido filhos. Engravidei da minha filha dentro do "prazo" mas foram precisos 7 ciclos! Defendo a proposta apresentada pela Associação de alargamento para 5 ciclos de tentativas e uma idade máxima de 45 anos. Para mim não serviria mas certamente ajudaria muitos casais a realizarem os seus sonhos.

Se passar por estes ciclos de tratamento não é fácil física e emocionalmente, imaginem a pressão acrescida imposta por um número tão limitado de tentativas! E piora, quando se tem de passar a efectuar as tentativas no privado. Os ciclos são caros e impõem um stress financeiro, na grande maioria dos casos :-(

Tenho de, pelo menos, reconhecer que algumas coisas foram feitas. Tive uma boa surpresa quando iniciei os ciclos para tentar o meu segundo filho. Ao contrário do que sucedeu com a minha filha, passou a haver comparticipação na medicação! Uma medida com impacto importante.

Fala-se do envelhecimento da população portuguesa e não se apoia mais quem tanto quer contribuir para o crescimento da mesma. Contrasenso.

Diary Entry#11 - Mãmã xeia mau..

terça-feira, março 29, 2016
PT
...Mãmã xeia beim!

ÓMD! Já me estou a imaginar num restaurante, numa loja ou noutro local qualquer a passar a maior das vergonhas! :-D

Por causa da sua irmã, que tal como eu tem um olfacto imensamente sensível, não gostar do cheiro do Kefir de cabra, que como diariamente ao pequeno almoço, resolver não me deixar aproximar dela e, sempre que o faço dizer-me "Não, mãe! Cheira mal!", a pulguinha eléctrica aprendeu e agora "não larga o osso"!

Estou feita. Já virou canção e tudo! Já o apanhei com o seu saxofone:  tocava e cantava "Mãmã xeia mal", tocava e cantava "Mãmã xeia beim" e ia repetindo a lenga-lenga <3 Claro que a irmã se ri às gargalhadas, o que claramente não ajuda nada.

Como já percebeu o impacto do que diz, já o utiliza em conformidade. Sempre que o contrario ou me quer provocar..."Mãmã xeia mau!". Se está contente ou me quer agradar..."Mãmã xeia beim!" E o pai também não escapa. Já foi apanhado na teia também. eheheh

Nunca fui de ficar muito incomodada com o impacto público deste tipo de coisas ou birras dos meus filhos. Apesar de não ser nada frequente a Mimi fazer birras em público, a verdade é que as houve e nunca fiquei particularmente incomodada com o facto. Para mim, birras em público eram sinal de uma de duas: uma chamada de atenção ou cansaço. Por isso, sempre me investi da máxima paciência e com um sorriso na cara. O facto dela não sentir qualquer tipo de stress de minha parte ajudava-a a ultrapassá-la mais facilmente. E também me incomodo muito pouco com a opinião das outras pessoas relativamente às mesmas. A maior parte das pessoas é compreensiva mas claro que houve casos de olhares julgadores e reprovadores.  Mas como diz o velho ditado português: " Não me aquenta nem me arrefenta".

Tenho consciência que cometo muitos erros. Quem não, quando se chega às vezes a um estado de cansaço extremo em consequência de várias noites mal dormidas? E várias vezes me deitei, analisando determinados comportamentos meus em reacção aos deles, e pensei: "Por que fizeste assim? Não deverias." Algumas vezes, até, com um sentimento de arrependimento. Mas a verdade é que sou bastante segura neste meu papel de mãe. Quando fui mãe pela primeira vez, apesar de o ter sido muito tarde, nunca senti o peso da maternidade. Aquela pergunta que tantas mães se colocam e as oprime "E agora? Será que vou saber o que fazer?" Juro-vos que é a mais pura verdade e não "xica-espertice" minha. Sigo os meus instintos e o meu coração. Adoro crianças e sempre achei que iria saber ser (uma boa) mãe. Apenas tive que esperar um pouco (bastante) para o ser.

Mas voltando ao assunto do meu pimpolho safadinho, a verdade é que se ele se sair com esta exclamação num qualquer sítio público vai ser difícil de engolir e explicar. A sério, rio-me enquanto escrevo só de imaginar a situação! Desta vez, acho que não vou escapar-me a uma pitadinha de vergonha. ;-)


Diary Entry#10: Why I love tennis so much & specially these 2!

sábado, março 19, 2016
Photo credits: 2016 Jared Wickerham/BNP Paribas Open

PT
O ténis e especialmente um destes dois jogadores tem um papel importante na minha vida. Entenderão porquê.

Os que gostam de ténis e estão mais atentos às notícias certamente já se deram conta desta imagem, que se tornou viral de um dia para o outro.

A imagem da cumplicidade entre dois campeões e do fair-play que se vive neste desporto. Claro que, como em tudo,  também há excepções, mas são poucas, muito poucas comparativamente.... Esta não é uma saudação entre dois amigos, apesar do grande respeito que nutrem um pelo outro. É a do actual nº1 do ranking mundial a saudar (ao seu estilo brincalhão que o caracteriza e eu pessoalmente admiro) o ex-nº1, por si destronado e ao qual as as coisas não têm corrido nada bem desde então.

Apenas para vos enquadrar do contexto da foto: anteontem, no Open de Indian Wells, Rafa Nadal teve uma performance ao seu velho nível acabando por ganhar (com um pouquinho de sorte tb, é verdade) a Alexander Zverev, um "miúdo" de 18 anos que o próprio Nadal lhe reconhece o potencial para ser um nº1. Tinha sido uma partida dura com momentos de ténis que levaram a audência a aplaudir de pé.

Após o encontro, saindo do túnel que liga ao court, cruzam-se Nadal, que terminara o encontro, e Djokovic que ia entrar no court para jogar. E este momento acontece! Adoro este desporto, as regras de conduta do mesmo, o cavalheirismo e fair-play e adoro sobretudo estes dois!
Photo credits: 2016 Jared Wickerham/BNP Paribas Open

A primeira vez que vi Djokovic jogar foi ao vivo, na final do Estoril Open em 2007. Djokovic sagrou-se campeão do torneio aos 19 anos e chamou-me a atenção o seu estilo e atitude em campo. De lá para cá, tornou-se o meu nº2. Porque nº1, esse, há-de sempre ter o mesmo nome - Rafa Nadal!

Quem me conhece sabe o quanto sou fã! Não pelos seus atributos físicos ou pelas campanhas sexys que tem feito (embora sejam um verdadeiro show e um regalo aos olhos) mas pela sua garra, pela resiliência, por "comer a terra", pelas suas atitudes sempre dignas para com todos os que o rodeiam, sejam os apanha-bolas ou alguém do público que irrompe o campo para o abraçar, rompendo a segurança, e por manter os "pés sempre bem assentes no chão". E pelo seu sorriso :-D

Acompanho a sua carreira desde os seus 18 anos. Estavamos em 2004, eu tinha ligado a TV e estava a dar a final da Copa Davis, onde se disputava uma partida entre os Estados Unidos e a Espanha. O resultado daquele encontro ditaria a vitória na Copa e, claro, as probabilidades estavam do lado dos EUA. Jogava um ex- nº1, Andy Roddick, contra o novato espanhol, Rafael Nadal. O que vi deixou-me agarrada ao televisor e tornei-me uma fã deste jogador cheio de raça!

Entretanto, eu tinha começado a aprender a jogar este desporto e a aprender o quão difícil é o que vemos fazer e parecer tão fácil. Quando fiz uma pausa na minha carreira profissional, por causa dos meus sucessivos tratamentos de fertilidade, agarrei-me ao ténis. Jogava e via muitas partidas. Muitas mesmo, praticamente todas as partidas transmitidas na TV em que jogasse o Rafa, Federer ou Djokovic. Mas não só estes.

Nos 6 primeiros tratamentos que fiz, aconselharam-me a que permanecesse de repouso nos dias seguintes à transferência. E, por coincidência, decorria sempre um torneio qualquer de ténis. Percebem porque assisti a tantos jogos? :-) Durante alguns anos, acompanhei e celebrei as vitórias do "Touro Miúra", como é apelidado. E me divirtia ainda mais pelo facto do meu marido ser um fã acérrimo do Federer. As vitórias do Nadal até pareciam ser vitórias minhas! eheheh

A verdade é que o ténis e Rafa Nadal me acompanharam em longas horas e me proporcionaram bons momentos, ajudando-me a viver com menos stress durante todo o processo. A cada tentativa falhada, telefonava ao meu professor de ténis e dizia-lhe "Vou voltar e quero estar em forma rápido para que na próxima corra tudo bem!" :-)  Mal sabia eu que ia voltar umas quantas vezes...

Pouco dias após ter recebido a mais maravilhosa notícia que finalmente estava grávida, tive a oportunidade de ir ver o meu ídolo jogar na sua "catedral". Vi-o jogar e ganhar uma das meias-finais de Roland Garros. Uma vitória fácil, sem grande história, mas para mim fantástica :)

No dia em que entrei no Hospital para ter a minha filha, fi-lo de manhã por haver a necessidade de receber medicação antes do parto. Nesse dia, havia um jogo muito importante. Decorria o Australian Open e jogavam-se as meias finais. Uma delas, entre Rafa Nadal e outro espanhol, Fernando Verdasco, à qual eu e o meu marido assistimos enquanto esperávamos pela minha hora.

Foi a partida mais emotiva e intensa que assistira até então. Não só pelo que aconteceu em campo (5h14m de jogo tornaram-na a partida mais longa da história do torneio até então, entretanto batida pela final, em 2012, entre Nadal/Djokovic) mas também pela ansiedade envolvida. Ansiava pelo nascimento da minha filha mas não queria perder o fim do encontro. :-D Foi emocionante mesmo! E não poderia ter corrido melhor! Consegui assistir até ao fim, Nadal ganhou e estava a um passo da sua primeira vitória de sempre num torneio de piso rápido e eu tive a minha filha linda!!! Como é que esta miúda não haveria de gostar de jogar ténis?! Não é mesmo?

Este é um desporto em que os jogadores são adversários mas não inimigos. Estas são imagens desse jogo tão especial para mim <3
Percebem o que vos digo? Por estas e por outras, Rafa Nadal será sempre o meu nº1! VAMOS!


Diary Entry #8 - Dia 8 de Março

terça-feira, março 08, 2016


Dizem que hoje é Dia da Mulher.

Sendo eu uma mulher achei que seria obrigatório um post relacionado. Por todo o lado se lêem artigos sobre os feitos passados das mulheres e na celebração do dia como forma de luta contra as desigualdades, com ideias para a celebração, etc...

Pensei bem e acho que não me apetece! Como posso celebrar a prova de que as desigualdades existem mesmo e são mais que muitas ainda em pleno séc. XXI? Não as houvera e não haveria dia nenhum a celebrar, não concordam comigo?

Isto não combina nada comigo, mas faço greve ao Dia da Mulher!

Celebro, sim, a terça-feira! Que seja óptima para todos nós.

Celebro o facto da Primavera se aproximar a passos largos, pois está na altura do Inverno se recolher e de chegar os belos dias de sol.

Celebro a mim mesma! Não o Dia da Mulher. Deveríamos reclamar todos os dias o direito à igualdade e não apenas num dia...

Pronto, já disse! E vocês? Qual a vossa posição?


ENG
It said to be Women´s Day.

Being a woman, I though to be mandatory a related post. I read everywhere articles about the past women´s deeds and the celebration of the day as a way of protest against discrimination and gender inequality, a bunch of ideas on how to celebrate the day, etc...

Thought well and don´t feel like it at all! How can I celebrate the naked proof that inequalities do exist and are a lot in the twenty-first century? If it weren´t so, there would be no day to celebrate, don´t you agree with me?

This doesn´t sound like me at all, but I strike the Women´s Day.

I celebrate, yes, the tuesday! May it be excellent for all of us.

I celebrate the upcoming Spring, because it´s about time for Winter to retire and the good sunny days to come.

I celebrate myself! Not the Women´s Day. We should stand up for our right to equality every day. Not just today...

There, I´ve said it! And you? What do you think about it?

Diary Entry#6 - Time goes by so fast...

domingo, janeiro 31, 2016
PT
O tempo passa tão depressa mesmo...

Ontem, ao procurar esta foto da Mimi no "fundo do baú", senti uma imensa nostalgia e saudade dela assim tão pequenina.

As minhas amigas, já com filhos mais velhos, diziam-me "aproveita bem, passa tão depressa!" E é bem verdade. Sete anos já passaram num piscar de olhos.
Gosto tanto desta foto. Pelo facto de ilustrar bem o meu sentimento no meu 1º dia em casa com ela. Simultaneamente, muito mal (estava muito fraca devido a uma quebra nos valores de ferro, bem como com dores por causa da cesariana) e muito, muito feliz. Completa.Tranquila, Em casa. Com ela deitada em cima de mim, como muitas vezes imaginara e aconteceria daí em diante.

E, com ela, entrei no mundo do cor-de-rosa, dos cueiros, fofos, bodies, golinhas, rendas, lacinhos...mas também do azul. Sempre gostei de vestí-la também com peças azul bébé. Vesti-la era como voltar a brincar com bonecas...

As minhas marcas de eleição eram a Laranjinha, a Ovo Estrelado ( que entretanto fechou), a Maria Gorda, Nós e Tranças, a Knot, a Gocco, Jacadi Paris e, claro, como não podia deixar de ser, a Peixinho do Mar.
Esta pequerrucha de pequenina pouco tinha, a bem dizer. Nasceu com 3,710grs às 38 semanas e 3 dias e com 52cms mal medidos (uma semana depois media 54 cms). À saída da maternidade mais parecia uma bébé de um mês do que uma recém-nascida <3

Uma bébé muito querida, despachada e muito bem disposta. De sorriso fácil.


Eu adorava esta gargalhada "desdentada" que terminava invariavelmente num ataque de soluços! Aliás, esse é um "defeito" de ambos meus filhos. Quando as gargalhadas aumentam ficam (como eu lhes digo) "com ar na tubagem" :-D




São tantas fotos...não resisti <3

Parabéns, meu amor, pelos teus lindos 7 anos e por nos fazeres felizes estes anos todos!


Diary Entry#5 - Dorme miúdo!

segunda-feira, janeiro 25, 2016
 PT
Desde que li um post da Filipa Cortez Faria, no seu blog MyHappyKids que eu acompanho há alguns anos, acerca da questão da hora de ir dormir dos seus filhos, que eu fiquei a pensar que deveria escrever um post acerca do tema. Este é sempre um assunto que dá pano pra mangas! A minha experiência é diferente com cada um dos meus filhos e os seus comportamentos vão mudando à medida que crescem...

Se há coisa que eu era fundamentalista é com a hora de ir para a cama e as rotinas de sono. Com a minha filha, que foi a primeira, fazia "tudo direitinho".  Banho, jantar, uma história ( ou duas ou três :-) ) e cama. E, desde os seus 6 meses e até aos seus 4 anos, colocava uma música a tocar para lhe embalar o sono. A mesma, todos as noites, todos aqueles anos. A "música dos ó-ós" como ela pedia quando eu me esquecia de a ligar.  Lovely Sleepy Baby and the Sea de Raimond Lap. Podem encontrá-la no iTunes aqui  A verdade é que a música é uma ajuda preciosa. Acalma-os e coloca-os em "modo de dormida".  Nada de luzes fortes, televisão e muitas agitações antes de dormir.

Até aos 2 anos de idade, e apesar de tudo isto, precisava de "me sentir" por perto até adormecer. Eu não precisava falar, não precisava de contacto físico mas se me ouvisse sair do quarto estava tudo estragado. Foi sobretudo a partir do momento em que começou a ir para a escola, aos 3 anos, que começou a deitar-se e "capotar". Dava-lhe um beijo de boas noites e saia do quarto. Quando acordava durante a noite, ia a casa de banho sozinha e voltava a deitar-se.  Fase boa!

Como nunca tentou sair da cama de grades, eu estiquei ao máximo o tempo que consegui mantê-la lá. Apenas a mudei para a "cama de crescida" já com 3 anos e meio. Nunca tive com ela o problema de se levantar da cama para brincar e não ficar quieta e sossegada, para adormecer. Como acontece...com o seu irmão!

Mas esta foi apenas uma fase. No final dos seus 5 anos, começou a ter medo de estar sozinha e, por isso, começou a precisar novamente de companhia para adormecer. E há pouco tempo começou com pesadelos durante a noite, algo que era raríssimo ter. E apareceu mais um factor destabilizador do seu sono, que me tornou difíceis muitas noites...o seu irmão!

Pois é...agora o jogo mudou! Com ele, permito-me a alguns erros. Sempre o adormeci ao meu colo (sim, eu sei) mas colocava-o no berço e dormia a noite toda. Excepto quando ficava doente. Sempre que adoecia, se acordasse durante a noite não havia quem o calasse. E por mais que eu tentasse que não o fizesse, parecia que fazia por gritar bem alto para acordar a sua irmã. Pronto. Tudo estragado! Ela com medo de ficar sozinha no quarto e, ainda por cima, não gosta nada de o ouvir chorar. Ele que não queria ficar na cama...resultado? Tudo na minha cama.

Isto era algo impensável quando a minha filha era pequenina. Aliás, a primeira vez que ela dormiu comigo já tinha mais de 3 anos. Com ele não deu. Chegou a dormir quase diariamente na minha cama durante algumas semanas. Mas, uma vez recuperado totalmente, voltava a dormir a noite toda na sua. Mas, tal como a sua irmã com a sua idade, sempre precisou de companhia para adormecer. Uma vez adormecido, dormia a noite toda...enquanto dormiu na cama de grades!

Como este pestinha é de outra matéria-prima, claro que tentou saltar várias vezes as grades e tive, portanto, que o passar para a cama de crescido. Aliás, para a "gaveta" da cama, uma vez que como ainda é pequeno tenho medo que caia, mesmo com a barreira protectora. E aí começou o problema. Percebeu que pode levantar-se se quiser...Agora, a hora de dormir é uma luta. Não retirei ainda o berço do quarto, pois serve de elemento persuasor :-D "Miguel, se te levantares mais uma vez e te portas como um bébé, vou por-te a dormir na cama de bébés!" Funciona...mais ou menos. Quer levantar-se para ir dar beijinhos à irmã, para me vir dar beijinhos, para ir buscar um livro, para beber água... e isto comigo do lado dele. Deitá-lo na cama e ir-me embora? Ah! Seria lindo! Sempre que viro costas vejo-o empoleirado onde não deve!

Portanto, com ele, é uma "guerra" para que fique sossegado na cama. E ultimamente a coisa tem piorado. Começou por acordar de madrugada, pegar na sua "fá-fá", leia-se almofada, chuchas e vir invadir a nossa cama. Agora, acorda por volta da 23h/meia-noite e não quer ficar na cama sozinho. Mesmo que consiga adormecê-lo, no máximo, uma hora depois volta a acordar e o cenário repete-se...

Tal como a Filipa, não gosto de deixá-los a chorar desmesuradamente. Aliás, fiz isso uma vez com ele quando tinha uns 9 meses. Mas estava junto dele. Queria, porque queria que o tirasse do berço para vir para o meu colo...chorou quase 3 horas.. No dia seguinte, chorou menos um pouco e 2 dias depois, voltou a dormir a noite toda. Mas, um dia,voltou a adoecer e eu não fui capaz de voltar àquele sofrimento, dos dois. E a verdade é que ele. assim que se recuperava totalmente, voltava a dormir a noite toda. Algo o incomodava e queria o consolo do meu colo. E eu passei a não me incomodar com as regras todas e a ceder nas minhas convicções. Quer dormir na cama da mãe? Embora!

Ele está, actualmente, a atravessar uma fase má. Tem acabado na nossa cama, todas as noites. Mas não quero saber. Dentro em breve, também ele vai começar a ir para a escola. E, aí, o cansaço vai ajudá-lo a "capotar" e a dormir novamente a noite toda.

Entretanto, eu vou aproveitando ao máximo o prazer de ter, ao acordar, um pequerrucho na minha cama. Ou, como também acontece muitas vezes ultimamente por causa dos seus pesadelos, com os dois. Derreto-me quando os tento acordar e os vejo a agarrarem-se e aninharem-se um no outro. Há lá coisa melhor?

"Não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe" é um velho ditado popular. E a minha experiência passada comprova-mo. Vou, por isso, continuar a acreditar nela.


Diary Entry#4 - In a split second...

quarta-feira, janeiro 06, 2016

PT
Tudo pode mudar num segundo!

Como esta frase ganhou sentido, hoje, para mim. Como dou graças a Deus por, naquele instante, circular numa auto-estrada e não noutra via qualquer. Como estou agradecida por haver uma barreira de cimento que divide os dois sentidos!

Não fora aquela barreira de separação e, num segundo, a minha vida poderia ter mudado muito ou, nem gosto de pensar, terminado...

Há uns anos atrás, um familiar próximo não teve essa sorte. E o carro que circulava no outro sentido, despitou-se com a água da chuva e atravessou-se à frente do seu carro e o pior aconteceu. Sem tempo para sequer por o pé no travão. Sem tempo algum para reagir. Apesar do enorme aparato e gravidade do acidente, uma "mão" divina impediu o pior. Foi grave, mas não fatal.

Hoje, revivi o passado na primeira pessoa. Circulava na faixa mais à esquerda e, uns ínfimos momentos antes de me cruzar com o carro que circulava em sentido contrário, o mesmo despista-se e "atravessar-se-ia" à minha frente, não fora a barreira me proteger e impedir a sua passagem para a minha faixa de rodagem e evitando, assim, que eu embatesse nele a 100 kms/h. Sem tempo para pôr o pé no travão. Sem tempo para reagir.

Exactamente igual, excepto num pormenor. Um pormenor que me salvou a vida, certamente. Eu circulava numa auto-estrada.

E, de repente, pensamos "E se?"

Fui abençoada neste episódio. Só posso agradecer a Deus e acreditar que vou ter um ano excelente! Espero que vocês também.

Bom resto de dia de Reis!

PS: a foto não é real. Apenas ilustrativa.


Diary Entry#3 - Aqui me confesso...

sábado, janeiro 02, 2016
PT
Aqui me confesso. Pequei, pequei, pequei! Mea culpa. O pecado, a gula! E não há como escapar, os erros pagam-se na balança.

Se é verdade que sou normalmemte uma pessoa com um estilo de vida saudável e bastante preocupada e controlada com os meus (e dos meus filhos) hábitos e rotinas alimentares, tenho me portado muito mal nestes últimos tempos. Tanto os disparates alimentares quanto o facto de ter parado de jogar ténis, por questões de saúde, deixaram as suas marcas. Tsss, tsss, tsss....

Neste momento, sou o que se chama de uma "falsa magra" ...urghh! Ganhei algo algum volume, mas sei que a grande maioria das pessoas me acharia "bem". Contudo, apesar de nem sequer me ter pesado sei bem o estrago que para aqui vai! Sim, nem me pesei. As nossas balanças valem o que valem... muito pouco. Até aposto que nem veria uma grande alteração no meu peso. Até poderia ficar contente pelo facto de tantos disparates se traduzirem tão pouco na escala da balança. Mas não eu! Eu sei como as coisas funcionam! A massa gorda pesa muito menos que a massa muscular. Pois é, onde antes estava músculo, agora...nem quero dizer. O que vale mesmo é a balança "acutilante" da minha querida amiga e nutricionista Mariana Ramos Chaves. E não vai ser um encontro amigável :-D

Nunca fui do género de "determinações de início do novo ano". Daquelas que já esquecemos no final da 1ª semana. Mas aproveitando o facto de que efectivamente estamos no início de um novo ano, encerrei este capítulo com um jantar fantástico com amigos no Mini-Bar do José Avillez! Eheheh.

Agora é só voltar a fazer o que sei ser preciso fazer, e fazia, para declarar guerra à má condição física.

"Gordura é formosura"? Tendo sido magra quase toda a minha vida, quem me conhece poderia pensar que a minha resposta seria "Nem pensar". Mas, na verdade, a mesma é "Até é... em conta, peso e medida!". O que importa é um equilíbrio saudável entre a nossa massa magra e massa gorda. Este é o meu objectivo. E não é fácil de lá chegar. Mas, como acontece com todos os destinos, só há chance de o alcançarmos se dermos o 1º passo.

Acabei de o dar!


Diary Entry#2 - Santa? Or baby Jesus?

terça-feira, dezembro 15, 2015
PT
Quem nos traz as prendas? O Pai Natal ou o menino Jesus? Em pequena, nesta altura do ano, eu literalmente massacrava a minha mãe com esta pergunta. Mãe sofre...

Um ramo da minha família era ateu e o outro profundamente católico. 
A minha avó paterna recusava qualquer figura que não fosse católica e, por isso, para ela era sempre o menino Jesus quem trazia as prendas. 
Para os meus outros avós, era o Pai Natal.
Consequência...confusão instalada na minha cabeça. Afinal quem é me trazia mesmo as prendas?

Já não me lembro bem o que a minha mãe me respondia, mas a verdade é que qualquer que tenha sido a resposta que me tivesse dado, a mesma nunca me convenceu. Recordo-me de ficar um pouco irritada por não me explicarem bem as coisas. De facto, este assunto não era fácil. Até porque ele não se ficava por aqui! 

A minha avó, do "lado ateu", ainda acrescentava que ele chegava a casa das pessoas descendo pela chaminé. Isto é que era a gota de água a fazer transbordar o meu copo cheio de dúvidas!!! Como é que tal coisa era possível? Pois se ele era gordo e os buracos das chaminés eram pequenos. Nós em casa nem tínhamos lareira e a minha mãe tinha um exaustor na chaminé da cozinha! Ah...entrava pela janela... Mas vivíamos num prédio, num 4º andar...E quem lhe abria a janela?

Estórias muito mal contadas! Estes adultos escondiam-me algo...que eu, no fundo, no fundo, não queria saber. 

Nesta "guerra" entre um lado e o outro, ganhou o velhote barbudo vestido de encarnado. Se, para mim, a estória do Pai Natal me suscitava muitas dúvidas, a do menino Jesus ainda mais dúvidas me suscitava! Então se ele é bébé como é que vai distribuir prendas pelas crianças? Então, mas não foram os Reis Magos que levaram as prendas ao menino Jesus? Ele recebe ou distribui?

Um senhor com um saco grande (para colocar as prendas dentro), com um trenó e com duendes ajudantes, fazia um pouco mais de sentido para mim. 

Acreditei até não me deixarem mais acreditar... que dia triste e como fiquei zangada! Creio que deve ter sido a primeira desilusão da minha vida. Cheguei, nesse dia, furiosa a casa. " Mãe, a minha professora disse que o Pai Natal não existe! Que são os pais que compram as prendas!"  Não chegava o facto daquela figura maravilhosa que nos trazia as prendas não existir como, para piorar as coisas, os pais e as outras pessoas mentiam-me! Mas a professora também não tinha o direito de me contar! Deveriam ser o pais a fazê-lo! Como me recordo desse dia. Estava tão triste e zangada ao mesmo tempo.

Para mim, este é O problema. E é por esta razão que há pessoas que rejeitam qualquer figura, Pai Natal ou menino Jesus. Pura e simplesmente por acharem mal mentir-se às crianças. De facto, foi difícil para mim. Constatar que os adultos me metiam não foi fácil.

Então? E agora? Como é? O que digo aos meus filhos? 

Sim, aqui em casa há Pai Natal. É ele quem traz as prendas. Mas o nosso estilo de vida, por ser diferente do da altura, obrigou-me a algumas pequenas mudanças de texto :-)  Ao contrário do que acontecia comigo, a minha irmã e os meus primos, em que o Pai Natal só trazia as prendas na véspera de Natal após nós estarmos a dormir ( porque passávamos os dias de Natal sempre juntos) e, portanto, só as víamos no dia seguinte, aqui em casa o Pai Natal vai aparecendo, em várias noites, para deixar as prendas. Ele não consegue deixar as prendas todas, em todo ao lado, ao mesmo tempo...tem de o ir fazendo a pouco e pouco. É uma excitação todas as manhãs para saber se há mais alguma prenda na àrvore e para quem é!

E há, ainda, a questão de haver prendas que o Pai Natal deixa cá em casa e aquelas que são para ela (minha filha, porque ele ainda não pergunta nada) mas o Pai Natal deixou na casa das outras pessoas...Como justificar a quantidade de prendas que o restante da família traz consigo para nossa casa, para passar a noite da Consoada? 

Realmente, nós mentimos muito mal e as crianças só acreditam mesmo porque querem acreditar. Haja imaginação para nos aguentarmos a tantas perguntas e a conseguirmos "passar de fininho pelos pingos da chuva"! A minha filha, no alto dos seus 6 anos, já me pressionou, dizendo "Não há Pai Natal. São vocês que compram as prendas, não são?"

E eu, enganei-a. Apesar da minha recordação bem vívida da minha desilusão, apesar de no meu caderno de valores não caber a mentira, apesar de tudo isso, insisti! É que pesando tudo - a beleza do acreditar, a maravilha da fantasia, a excitação do escrever a carta, o encantamento quando me cruzava com ele (eles) na rua, a antecipação da sua chegada...tudo isso, superou o embate sentido. 

Esta é uma mentira que cabe, sim, no meu caderno e que recomendo! O Pai Natal não é fruto do consumismo. É fruto da fantasia! Do maravilhoso mundo inocente das crianças e de onde custa tanto sair. 

E, por isso, pergunto. Será que os professores têm mesmo o direito de contar às crianças que o Pai Natal não existe?

PS: Está em inglês, mas podem ler aqui a história do Pai Natal. A história começa no séc.III e ele não se veste de encarnado por causa da Coca-cola, como muitos pensam. Vale a pena ler.

Obrigada Lena! Tu sabes porquê! ;-)

Diary entry#1 - Sarna para me coçar

segunda-feira, dezembro 07, 2015

 PT

Um diário, não será exactamente. Não pretendo fazê-lo todos os dias. Mas também nem sei bem como poderia chamá-lo, uma vez que não tenho uma periodicidade definida na minha cabeça. Um repositório ao ritmo dos meus pensamentos. Na verdade, mais ao ritmo da minha disponibilidade para aqui os transpor.

"Sarna para me coçar" era como deveria se chamar!  Ah! As memórias que esta expressão me traz! Quantas vezes a ouvi " estás a arranjar sarna para te coçar!" e dei por mim, estes dias, a dizê-la à minha filha, que me fez exactamente a mesma pergunta de volta que eu fizera à minha mãe a primeira vez que a ouvira. "Ó mãe, o que é sarna?"

Usar esta expressão até faz muito sentido, por várias razões:

Porque ao começar, há a responsabilidade de continuar.
Porque não é fácil fazê-lo, sobretudo para alguém como eu que nunca teve o hábito de escrever diários - comecei um ou outro na minha adolescência (pré?) mas nada que durasse muito tempo.
Porque não é fácil assumir que vamos partilhar pensamentos que moram na nossas cabeças, apenas à mercê das nossas próprias críticas, quanto muito partilhados com a nossa família e/ou amigos, e agora à mercê dos vossos julgamentos. E não é fácil expormo-nos às críticas.
Porque desde pequena que sofro do "síndrome do papel branco", quer fosse ao fazer um desenho, quer num teste da faculdade. Quantas vezes me stressei, ao olhar para a folha de teste do meu marido, meu namorado na altura, ao ver a minha folha ainda de um branco maculado apenas por linhas horizontais paralelas, já a dele não tinha mais espaço por onde escrever...Típico de uma Balança...pondera, pondera, pondera um pouco mais e só depois lá vai. Que nervos me dava! E dá...Tenho como atenuante o facto dele ter sido o melhor aluno da faculdade. :-)

Uma estória, um desabafo, uma opinião, uma experiência... um pouco do que fiz, fui e do que sou. Do que penso hoje, mas que pode ser diferente amanhã...

Agora tenho de ir... coçar-me um pouco :-D